quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Palestina de Pleno Direito - Comunicado do Partido Humanista Internacional


A iniciativa de criar um estado Palestiniano através da resolução 242 de 1967 implica desmantelar os colonatos na Cijordânia e que se recuperem setores sagrados sob o controlo palestiniano.

São poucos os que acreditam na viabilidade do projeto e consideram o apoio dos países europeus como um ato de demagogia, tendo em conta a “realidade” interna de Israel.

O atual Secretário-Geral da ONU – à semelhança dos anteriores – mostra um apoio ambíguo a uma resolução que, como todos sabem, estará ameaçada pela possibilidade de veto no Conselho de Segurança.

Mais de 120 países já reconheceram o Estado da Palestina de facto ou de direito, enquanto muitos outros trabalharam por uma solução política do conflito israelo-palestiniano. Em todos os casos, estes apoios baseiam-se nas resoluções da ONU para garantir a paz e a estabilidade dos povos e estados da região, incluindo o Estado da Palestina.

A procura de um acordo aceitável foi dificultada por Israel e pelos Estados Unidos, por governos de diferentes tendências. Hoje, Netanyahu também não toma iniciativas que permitam a retomar as negociações políticas com base num acordo aceitável para os palestinianos.

Em 1994 a Palestina foi às Nações Unidas e não obteve resultados práticos. Hoje, perante uma situação que se tornou insustentável pelo estancamento do processo, a falta de respostas internacionais e o bloqueio imposto por Israel sobre a Palestina, este estado de facto, tal como é considerado pela ONU, volta a dirigir-se a este organismo e, através dele, à comunidade internacional para reclamar o seu status como estado independente de pleno direito. É pertinente: apenas pedem à ONU que cumpra as suas próprias resoluções.

Apesar da lógica deste pedido, a independência foi impossível de concretizar devido aos votos dos EUA no Conselho de Segurança. Este facto torna evidente que as resoluções da Organização das Nações Unidas não terão peso enquanto existirem países de primeira – o Conselho de Segurança, aqueles que têm direito a veto – e os restantes sejam figurantes que lhes dão validade.

Na prática, a Assembleia da ONU utiliza a denominação Organização para a Libertação da Palestina (OLP) desde 1988, como sinónimo de Estado Palestiniano.

A Carta da ONU estabelece que a aceitação de um novo estado como membro precisa da decisão da Assembleia Geral com base na recomendação do Conselho de Segurança, uma medida que surgiu da necessidade de equilibrar forças durante a Guerra Fria. Se algum membro do Conselho de Segurança fizesse uso do veto, deveria ser convocada uma sessão extraordinária da Assembleia Geral, em virtude da resolução 377 de 1959, para que em caso de bloqueio por veto se salvaguardasse a paz.

Os EUA já adiantaram que irão vetar a entrada da Palestina, o que torna urgente a redefinição dos requisitos para aceitar novos membros e a dissolução do Conselho de Segurança ou, pelo menos, a anulação do direito a veto, por ser anacrónico.

Desde a nossa fundação, o Partido Humanista apoiou a existência do Estado de Israel e do Estado Palestiniano, com a certeza de que a solução do conflito é a existência dos dois estados independentes e soberanos. Por isso, a consequência desta posição política é reclamar, em cada país onde o PH atua, o apoio à postura da Palestina. Tal como expressámos antes, denunciamos a hipocrisia do Conselho de Segurança que finge ser democrático ao mesmo tempo que esgrime o veto como instrumento de poder daqueles que se sentem amos do planeta.


Equipa Coordenadora Internacional, 25/09/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cerimónia evocativa de Silo - Por ocasião do 1º aniversário da morte do fundador do Movimento Humanista

O Partido Humanista convoca os seus militantes e simpatizantes para uma cerimónia evocativa de Silo, por ocasião do 1º aniversário da sua morte, no dia 18 de setembro, pelas 15H, no Parque de Estudo e Reflexão Minho.

Silo, pseudónimo literário de Mario Luis Rodríguez Cobos, foi o fundador do “Humanismo Universalista” ou “Novo Humanismo”, corrente de pensamento que deu origem ao Movimento Humanista e a numerosas instituições a este ligadas: A Comunidade para o Desenvolvimento Humano, o Partido Humanista, o Centro das Culturas (hoje, denominado Convergência das Culturas), o Centro Mundial de Estudos Humanistas, Mundo sem Guerras e sem Violência e múltiplas frentes de acção.

Nos últimos anos, com o objectivo de difundir A Mensagem de Silo, os seus amigos e discípulos criaram ou lançaram as bases de numerosos Parques de Estudo e Reflexão em todo o mundo, tendo-se realizado em Julho do presente ano a inauguração do Parque Minho, em Portugal. O Partido Humanista inspira-se nos Parques de Estudo e Reflexão, espaços privilegiados para o contacto com as melhores aspirações humanas.

Este encontro tem também o objetivo de projetar no futuro o projeto siloísta, procurando dar continuidade à obra de Silo, mestre e pensador, que está no mundo e perdurará na mente das pessoas que conheceram a sua doutrina, que tem como valor e preocupação fundamental o ser humano...

Maria Vitor Mota
96 622 77 43
mavimota@hotmail.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cerimóia Evocativa de Silo


Convidamos todos os interessados a juntarem-se a nós nesta cerimónia em homenagem a Silo, pseudónimo de Mário Rodrigues Cobos,  autor argentino, recentemente falecido, e fundador do Movimento Humanista (MH).
Contamos com todos vocês domingo, 18 de Setembro no Parque Minho na Póvoa do Lanhoso.

Mais informações:

domingo, 11 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

O Movimento Humanista precisa de ti - Procuram-se Voluntários


Silo, pseudónimo de Mário Rodrigues Cobos, é um autor argentino, recentemente falecido, e fundador do Movimento Humanista (MH).

Conferencista muito activo, escreveu livros, contos, artigos e estudos relacionados com política, sociedade, psicologia, espiritualidade e outros temas.

O MH, através dos seus diversos organismos, e outros âmbitos de estudo e actividade inspirados nas palavras e na acção de Silo, estão a traduzir/rever para português as suas obras e estudos, assim como de alguns outros membros deste movimento.

Somos todos voluntários e propomos que connosco formes uma equipa de voluntários para esta tarefa de tradução/revisão.

Contacto: 966227741

natacha.mundo@gmail.com

Paz armada?


Fogo na Líbia

Os rebeldes líbios disparam um tiro de um tanque em Om El Khanfousa, a cem quilómetros a Leste da cidade Sirte. As forças leais a Muammar Khadafi, que controlam algumas cidades líbias, como Sirte, têm uma semana para se render, disse hoje o Conselho Nacional de Transição do país. 
Fotografia: Esam Al-Fetori/Reuters