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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Espanha pedirá ajuda no sábado, segundo a imprensa



A Portugal, Irlanda, Itália e Grécia, junta-se agora a Espanha ao grupo de países  que se encontram em posição mais delicada dentro da zona do euro, pois foram os que atuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Além de possuírem elevada relação dívida/PIB, estes países possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

15 de Outubro!


Amigos vimos por este meio convidar-vos a participar no próximo 15 de Outubro na manifestação "A DEMOCRACIA SAI À RUA"

Apareçam em FORÇA para defender os direitos de todos nós! Ajudem a divulgar esta iniciativa!
Vem para a rua fazer ouvir a tua voz!


manifesto - 15 de Outubro - Porto

Em adesão ao protesto internacional convocado pelos movimentos 'indignados' e 'democracia real ya', em Espanha, ocorrerá, no Porto, uma manifestação sob o tema 'a democracia sai à rua', no dia 15 de Outubro de 2011. As razões que nos levam para a rua são muitas e diferentes, de pessoa para pessoa, de país para país - não querendo fechar o protesto a outras exigências de liberdade e de democracia, mas para que se saiba porque saimos para a rua, tentámos, entre os que estão a ajudar na organização e na divulgação do 15 de outubro, encontrar as reivindicações que nos são comuns - entre nós e relativamente aos outros gritos das outras praças, nas ruas de todo o mundo:

Dos EUA a Bruxelas, da Grécia à Bolívia, da Espanha à Tunísia, a crise do capitalismo acentua-se. Os causadores da crise impõem as receitas para a sua superação: transferir fundos públicos para entidades financeiras privadas e, enquanto isso, fazer-nos pagar a factura através de planos de pretenso resgate. Na UE, os ataques dos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas chantageiam governos cobardes e sequestram parlamentos, que adoptam medidas injustas, de costas voltadas para os seus povos. As instituições europeias, longe de tomar decisões políticas firmes frente aos ataques dos mercados financeiros, alinham com eles.

Desde o começo desta crise assistimos à tentativa de conversão de dívida privada em dívida pública, num exemplo de nacionalização dos prejuízos, após terem sido privatizados os lucros. Os altos juros impostos ao financiamento dos nossos países não derivam de nenhuma dúvida sobre a nossa solvência, mas sim das manobras especulativas que as grandes corporações financeiras, em conivência com as agências de rating, realizam para se enriquecerem. Os cortes económicos vêm acompanhados de restrições às liberdades democráticas - entre elas, as medidas de controlo sobre a livre circulação dos europeus na UE e a expulsão das populações migrantes. Apenas os capitais especulativos têm as fronteiras abertas. Estamos submetidos a uma mentira colectiva.

A dívida privada é bem maior que a dívida pública e a crise deve-se a um processo de desindustrialização e de políticas irresponsáveis dos sucessivos governos e não a um povo que "vive acima das suas possibilidades" – o povo, esse, vê diariamente os seus direitos e património agredidos. Pelo contrário, o sector privado financeiro - maior beneficiário da especulação - em vez de lhe aplicarem medidas de austeridade, vê o seu regime de excepção erigido. As políticas de ajuste estrutural que se estão a implementar não nos vão tirar da crise – vão aprofundá-la. Arrastam-nos a uma situação limite que implica resgates aos bancos credores, resgates esses que são na realidade sequestros da nossa liberdade e dos nossos direitos, das nossas economias familiares e do nosso património público e comum. É preciso indignarmo-nos e revoltarmo-nos ante semelhantes abusos de poder.

Em Portugal, foi imposto como única saída o memorando da troika – têm-nos dito que os cortes, a austeridade e os novos impostos à população são sacrifícios necessários para fazer o país sair da crise e para fazer diminuir a dívida. Estão a mentir! A cada dia tomam novas medidas, cortam ou congelam salários, o desemprego dispara, as pessoas emigram. E a dívida não pára de aumentar, porque os novos empréstimos destinam-se a pagar os enormes juros aos credores – o déficit dos países do sul europeu torna-se o lucro dos bancos dos países ricos do norte. Destroem a nossa economia para vender a terra e os bens públicos a preço de saldo.

Não são os salários e as pensões os responsáveis pelo crescer da dívida. Os responsáveis são as transferências de capital público para o sector financeiro, a especulação bolsista e as grandes corporações e empresas que não pagam impostos. Precisamos de incentivos à criação de emprego e da subida do salário mínimo (em Portugal o salário mínimo são 485€, e desde 2006 duplicou o número de trabalhadores que ganham apenas o salário mínimo) para sairmos do ciclo recessivo.

Por isso, nós dizemos:

- retirem o memorando. vão embora. não queremos o governo do FMI e da troika!
- nacionalização da banca – com os planos de resgate, o estado tem pago à banca para especular
- abram as contas da dívida – queremos saber para onde foi o dinheiro
- não ao pagamento da dívida ilegítima. esta dívida não é nossa – não devemos nada, não vendemos nada, não vamos pagar nada!
- queremos ver redistribuídas radicalmente as riquezas e a política fiscal mudada, para fazer pagar mais a quem mais tem: aos banqueiros, ao capital e aos que não pagam impostos.
- queremos o controlo popular democrático sobre a economia e a produção.
- não queremos a privatização da água, nem os aumentos nos preços dos transportes públicos, nem o aumento do IVA na electricidade e no gás.
- queremos trabalho com direitos, zero precários na função pública (em Portugal o maior contratador de precários é o estado), a fiscalização efectiva do cumprimento das leis laborais e o aumento do salário mínimo.
- queremos ver assegurados gratuitamente e com qualidade os direitos fundamentais: saúde, educação, justiça.
- queremos o fim dos ajustes directos na administração pública e transparência nos concursos para admissão de pessoal, bem como nas obras e aquisições do estado.
- queremos mais democracia:
- queremos a eleição directa de todos os representantes cargos públicos, políticos e económicos: dos responsáveis pelo Banco de Portugal ao Banco Central Europeu, da Comissão Europeia ao Procurador Geral da República
- queremos mais transparência no processo democrático: que os partidos apresentem a eleições, não somente os programas mas também as equipas governativas propostas à votação.
- queremos mandatos revogáveis nos cargos públicos - os representantes são eleitos para cumprirem um programa, pelo que queremos que seja criada uma forma democrática para revogação de mandato em caso de incumprimento do mesmo programa;

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Humanismo repudia atentados na Noruega


A Equipa Coordenadora do Partido Humanista Internacional repudia o duplo atentado perpetrado em Oslo e considera-o como um ataque a toda a humanidade.

Os nossos pensamentos estão com a população civil, vítima permanente da violência, do armamentismo e das guerras entre facções que sobrepõem os seus interesses particulares aos valores que laboriosamente a civilização vai instalando no curso do seu desenvolvimento. Não interessa a ideologia nem as pretensas "razões" de quem provocou esta catástrofe, mas sim compreender que a violência engendrará mecanicamente respostas violentas numa espiral crescente de destruição.
Esse circuito de acção e reacção é um círculo sem saída que só pode ser aberto pela intencionalidade humana.

Manifestamos o nosso pesar pela perda de vidas humana e um enérgico repúdio a esta como a todas as formas de violência.


Partido Humanista Internacional

terça-feira, 14 de junho de 2011

O futuro não passa pela energia nuclear e a Itália deu um passo importante por energias mais limpas e renováveis. Boa Itália!

Italianos rejeitam maciçamente a energia nuclear
13.06.2011
Maria João Guimarães, Ricardo Garcia in Publico


Os italianos votaram hoje maciçamente contra a energia nuclear, num referendo com quatro perguntas sobre três temas. Em todas, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi sofreu uma pesada derrota.

Com quase todas as secções de voto já apuradas, cerca de 95 por cento dos eleitores aprovaram uma alteração legal que rejeita o uso da energia nuclear no país. Esta posição coloca um fim nas ambições do Governo Berlusconi de reiniciar o programa atómico do país.

A Itália tem quatro centrais nucleares, construídas nas décadas de 1960 e 1970. Mas não funcionam desde 1987, quando se aprovou uma moratória ao nuclear, na sequência do desastre de Tchernobil, um ano antes.

Em 2008, o Governo anunciou a intenção de iniciar, em cinco anos, a construção de novas centrais. Nos planos governamentais, em 2030 um quarto da electricidade consumida no país seria gerada pelo nuclear.

O acidente da central japonesa de Fukushima, devido ao sismo e tsunami de 11 de Março, ajudou a voltar a opinião pública contra a ideia de Berlusconi, que reconheceu hoje a derrota ainda antes de terminada a votação.

“Após a decisão que o povo italiano tomou neste momento, temos provavelmente de dizer adeus à possibilidade de termos centrais nucleares e temos de nos comprometer fortemente com energias renováveis”, afirmou o primeiro-ministro italiano.

A Itália passa a ser o terceiro país europeu a reagir a Fukushima com a rejeição do nuclear. A Alemanha já encerrou algumas centrais e fixou o fim da energia atómica no país até 2022. A Suíça tomou também medidas semelhantes. Outros países europeus, como a França e o Reino Unido, mantém-se, ao contrário, fiéis aos seus programas nucleares.

Berlusconi fez tudo para tirar a questão nuclear do lote de quatro perguntas do referendo, mas não conseguiu.

Os referendos registaram cerca 57 por cento de afluência às urnas, conseguindo mais do que os 50 por cento necessários para serem vinculativos. A última vez que um referendo ultrapassou este limiar de participação foi em 1995. Desde então, seis consultas foram declaradas nulas.


Não à imunidade dos ministros

Além de recusarem o nuclear, os eleitores também rejeitaram normas legais sobre as águas (privatização e cálculos de tarifas) e a imunidade judicial para ministros do Governo (rejeição da lei que permite ao primeiro-ministro ou membros do Governo invocar impedimentos institucionais para não estar presentes em sessões de julgamento sobre delitos penais, cometidos no exercício do cargo, de que sejam acusados).

É mais um grande revés para Berlusconi, que apelou aos eleitores para não votarem, numa tentativa de que os referendos, pedidos pelos Verdes e pela Itália dos Valores (oposição) não conseguissem os 50 por cento. Anunciou que não iria votar e declarou que a abstenção é “um direito dos cidadãos”.

O desaire eleitoral surge numa altura já difícil para o primeiro-ministro italiano, envolvido em processos judiciais por um escândalo sexual e fraudes, e que acabou de sofrer uma enorme derrota nas eleições municipais do mês passado incluindo no seu bastião de Milão.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Canções contra a austeridade


Um grupo de pessoas canta e toca guitarra em frente ao edifício do Parlamento grego, em Atenas, numa manifestação contra o novo pacote de austeridade. O protesto, que já dura há 12 dias, foi organizado através do Facebook.

Fotografia:Foto: Pascal Rossignol/Reuter

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Grécia Está nas Ruas, Sabiam?




A Grécia Está nas Ruas, Sabiam? 

Sabes o que se está a passar em Atenas neste momento? Envia uma mensagem as meios de comunicação social portugueses a exigir que nos informem sobre o assunto. Podes usar este texto e os endereços no fim. Quebra o bloqueio. Passa a palavra.


Depois de terem ignorado os dias iniciais dos protestos em Espanha, e de terem feito uma cobertura tardia e limitada das repercussões em Portugal, os media portugueses insistem em fechar os olhos, ou em tentar fechar-nos os olhos, em relação a outro palco de contestação em curso: a Grécia.

São pelo menos cem mil nas ruas em Atenas há vários dias, a protestar contra as medidas de austeridade, a intervenção do FMI, a complacência do governo, a vida que não podem viver.

Nisto, os media portugueses não estão sozinhos: o bloqueio é geral. Percebe-se que o efeito claro das políticas de austeridade impostas pelo FMI desde há um ano não seja uma visão agradável que para quem tenta implementar o mesmo plano sanguessuga por outras paragens; e menos será a consciência de que as pessoas não estão rendidas ao que lhes vendem como inevitável, e que um ano de austeridade e ameaças as faz sair para a rua em massa. Mas não será precisamente porque a Grécia é um exemplo tão próximo e claro que o jornalismo digno desse nome devia fazer questão de pelo menos noticiar? já nem falamos de isenção, debate, investigação - apenas da obrigação básica de informar. Mais ainda num país em campanha eleitoral para umas eleições que se disputam em torno das questões da austeridade e das imposições da mesma troika responsável pela situação grega.

Existem alguns artigos on-line|1|, transmissões em directo|2|, e até a hashtag #greekrevolution no Twitter. Se os media não cumprem o seu papel, há quem o faça. Mas acreditamos que o contributo da comunicação social para o debate e a informação dos cidadãos é insubstituível, e que jornalistas sérios não prescindem das suas obrigações éticas. Por isso, aqui fica o apelo: façam o vosso trabalho, e informem-nos acerca do que se está a passar na Grécia.


alguns emais (envia para outros que tenhas!):

Natacha Mota

terça-feira, 31 de maio de 2011

Energia nuclear? Não obrigado


Uma banca expõe vários acessórios para o protesto contra a energia nuclear que teve lugar em Frankfurt, na Alemanha. “Energia nuclear? Não obrigado”, lê-se numa das t-shirts.

In Publico